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EMBOLIZAÇÃO DE MIOMA UTERINO

 

EXPERIÊNCIA INICIAL DO INSTITUTO DE RADIOLOGIA VASCULAR NO TRATAMENTO ENDOVASCULAR DO MIOMA UTERINO

 

                                    DRA.Daniela Teixeira; AC. Ana Maria Benvegnu; AC. Giane Cioccari

            Instituto de Radiologia Vascular – Hospital de Caridade Dr. Astrogildo de Azevedo, Santa Maria –RS  Brasil

  

INTRODUÇÃO

             O mioma uterino, também referido como fibroma ou leiomioma, é o tumor benigno mais comum do aparelho genital feminino, podendo acometer de 30 a 50% das mulheres em alguma época de suas vidas.

             Algumas mulheres têm uma sensibilidade maior aos hormônios femininos (estrógenos) os quais influenciam na origem e no desenvolvimento dos miomas. Entretanto, a etiologia do mioma ainda é desconhecida, sendo admitida pela literatura a possibilidade de pré-disposição genética.

             Os sintomas dependem do tamanho e da localização dos miomas. O sangramento uterino anormal é o sintoma mais comum. Geralmente o sangramento se apresenta como menstruação, com fluxo sangüíneo aumentado e com coágulos.  A infertilidade pode ser considerada também como um sintoma da miomatose uterina. O tratamento por embolização preserva o útero e possibilita a gravidez ulterior.

   

CASUÍSTICA E MÉTODO

             Apresentamos aqui uma série de 21 pacientes com miomas uterinos tratados no nosso serviço por embolização, no período de 2004 a 2008.  

             A idade média foi de 41 anos e o tamanho médio do tumor de 6,4 cm, no maior eixo. Todas as pacientes apresentavam metrorragia e dor no baixo ventre, exceto uma que apresentava mioma uterino e infertilidade. O tratamento visa embolizar as estruturas miomatosas existentes, no mesmo procedimento, desde que seus pedículos vasculares estejam na dependência da artéria uterina (submucoso e intramural).

          Utilizou-se anestesia local assistida em todas as pacientes. Através de acesso femoral retrógrado unilateral realizou-se a embolização seletiva das artérias uterinas, bilateralmente, com cateter diagnóstico 5F e guia hidrofílica 0.035”. Em três casos houve necessidade de punção femoral bilateral. Em duas pacientes foi utilizado microcateter e microguia. O agente embolizante utilizado foi partículas de 300 a 500 micras. Em duas delas utilizamos molas de largagem livre para finalização do procedimento. Administrou-se analgesia endovenosa durante o procedimento e nas próximas 12 horas em todas as pacientes. Kefazol 2g, duas horas antes do procedimento, foi ministrado preventivamente em todas as pacientes.  Não ocorreram complicações locais ou clínicas. A alta hospitalar se deu em 24 horas após a embolização. As pacientes foram mantidas com analgésicos via oral em média três dias após a alta. 

 

RESULTADOS

 

            A redução do volume dos miomas ocorreu em todos os casos à exceção de um. O montante da redução foi variável. Em cerca de 80 % dos casos ela foi maior de 50% do volume original. As reduções menores atingiram cerca de 25% do volume original. Uma paciente engravidou e teve gestação a termo. O caso que não regrediu foi encaminhado a tratamento cirúrgico. Nossos resultados se superpõem aos da literatura.

 

 
                 
             PRÉ EMBOLIZAÇÃO                                                                            PÓS EMBOLIZAÇÃO

                                                          Esquema ilustrativo da embolização de mioma

CONCLUSÃO

              A embolização do mioma uterino foi realizada com sucesso em nosso serviço. O método não é imune a complicações (necrose uterina, infecção, dissecção da artéria uterina, entre outros) que até agora não foram registradas em nossos casos. Os resultados da nossa casuística corroboram aos dados da literatura e colocam o método dentro do arsenal terapêutico da doença miomatosa, em nosso meio, assim como já ocorre em outros centros.