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Ultra-sonografia Morfológica Fetal
A ultra-sonografia morfológica fetal nada mais é do que a sistematização dos exames ultra-sonográficos durante o transcorrer da gestação, de maneira a fornecer informações precisas sobre o feto e o seu bem estar, a cada momento do exame, isto é, a cada fase da gestação, no primeiro trimestre, no segundo e no terceiro trimestres.

Conforme já citado em edição anterior desta revista, o exame de ultra-sonografia na gestação tornou a Obstetrícia mais segura, sendo possível a detecção e rastreamento de anomalias do sistema nervoso central, como a HIDROCEFALIA.

O que é hidrocefalia?

É a anomalia mais comum a afetar o SNC, sendo provocada por diversas condições, obstrutivas ou não, que levem ao aumento liquórico. A origem dessa malformação pode ser cromossômica, genética, infecciosa, ou ainda, ocasionada por uma hemorragia cerebral.

No interior do cérebro existem espaços chamados de ventrículos que são cavidades naturais que se comunicam entre si e são preenchidas pelo líquido cefalorraquidiano ou simplesmente líquor, como também é conhecido. Em situações normais, o líquor é cristalino como a água, circula dentro das cavidades ventriculares do encéfalo e nos espaços subaracnóideos deste e da medula espinhal. Comparando o líquor com um rio, pode haver obstáculos no seu fluxo, ou diminuição da sua vazão quando barreiras são colocadas em seu leito. Assim, por analogia, o líquor pode ter dificuldade de circular por obstrução (tumores, cistos, malformações) ou por detritos em seu espaço de circulação habitual (infecção como a meningite ou hemorragias).

A hidrocefalia, conhecida vulgarmente como “água na cabeça”, é o resultado do desequilibro entre a produção, circulação e absorção do líquor, é uma condição na qual a quantidade de líquor aumenta dentro da cabeça. Este aumento anormal do volume de líquido dilata os ventrículos e comprime o cérebro contra os ossos do crânio provocando uma série de sintomas que devem ser sempre rapidamente tratados para prevenir danos mais sérios.

Diagnóstico

A hidrocefalia ocorre em aproximadamente 5% a 25% de cada 10.000 nascimentos. Pode ser detectada ainda na gestação, quando se emprega o exame de ultra-som no acompanhamento da gravidez. O ultra-som a partir de um determinado tempo da gestação pode e deve identificar a hidrocefalia. A hidrocefalia pode ser diagnosticada intra-uterinamente em muitos casos por volta de quinze semanas de gestação.

Com um pouco de experiência, é fácil reconhecer a hidrocefalia neonatal pelas imagens coronais e sagitais de rotina.

Então, esse diagnóstico precoce da hidrocefalia intra-útero pode ser necessário para que se faça algum tipo de intervenção. Eventualmente algumas gestações deveriam ser interrompidas antes do final (fique claro que é eventualmente, não sempre) e eventualmente pode ser feita a cirurgia intra-útero, mas isso vai depender de vários fatores associados.
 
Observe Figura 1: Hidrocefalia às 28 semanas. Os ventrículos (v) estão grandes. O cérebro encolheu e sua superfície (setas) afastou-se do crânio, deixando um amplo espaço subaracnóide cheio de liquor.
 
Observe Figura 2: Dois casos de hidrocefalia na segunda metade da gestação.
Artigo publicado na:
Revista Feedback