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Tumores Oculares
Os tumores intra-oculares compreendem um grande numero de lesões benignas e malignas, capazes de acarretar não somente a perda da visão, mas, também, da própria vida. A correta abordagem destas lesões fundamenta-se na detectação precoce e no diagnóstico preciso e na escolha correta do tratamento.

O retinoblastoma é o mais freqüente dos tumores intra-oculares na infância. Após a puberdade o tumor mais comum é o melanoma de coróide seguido por metástases oculares, sendo nestes casos o tumor primário mais freqüente foi o câncer de mama, seguido dos tumores bronco-pulmonares, carcinoma gastrintestinal e leucemia/linfoma, sendo a estrutura ocular mais freqüentemente envolvida a coróide.

O retinoblastoma é um tumor congênito sendo altamente maligno, que surge na retina, nos cones e bastonetes, sendo que a histologia desses tumores mostra formações celulares típicas,denominadas rosetas,acometem em média um para cada vinte mil nascimentos ,sendo bilateral em 20% dos casos.A incidência do retinoblastoma decresce com a idade,e a maioria dos casos é diagnosticada antes dos três anos,ele pode ser observado por ocasião ao nascimento e raramente ocorre em adultos. O principal sinal é a leucocoria que se refere à pupila branca e representa o reflexo do tumor (reflexo branco-amarelado muitas vezes notado em fotografias em substituição ao reflexo vermelho que é normal). O segundo sinal mais comum é o desvio ocular ou estrabismo pelo envolvimento da região principal da visão(mácula) ou pelo deslocamento de retina.Podemos observar em alguns casos a mudança da cor do olho afetado(heterocromia de íris),alterações no tamanho da pupila.Quando a doença é extra-ocular o sinal mais freqüente é a proptose(olho saltado ).

O diagnóstico diferencial deve ser feito com muitas patologias com vítreo primário hiperplásico persistente, deslocamento de retina, fibroplasia retrolental, edoftalmite metastática etc.

O diagnóstico é feito basicamente pelo exame do fundo de olho, sendo que hoje o teste do olhinho (exame ocular realizado em todos os recém nascidos com oftalmoscópio direto, antes da alta hospitalar, para diagnosticar precocemente situações que levam a ausência do reflexo vermelho como a presença de catarata congênita, glaucoma congênito, opacidades de córnea, retinoblastoma, entre outras patologias). Exames comple-mentares são necessários como a ecografia ocular (ultra-sonografia) , tomografia computadorizada de crânio para avaliar a extensão do tumor para a órbita e sistema nervoso central.

O tratamento deve ser imediato, pois são tumores agressivos com crescimento rápido, podendo ocorrer metástases por via hematogênica, linfática e mais frequentemente por infiltração direta do tumor, através da invasão do nervo óptico.

Nos casos iniciais a fotocoagulação tem sido usada para destruir o tumor e tentar preservar áreas não comprometidas. A radioterapia tem apresentado bons resultados podendo ser complementados pela quimioterapia e pele enucleação (cirurgia que retira o globo ocular).

O Melanoma de Coróide é o tumor primário intra-ocular mais freqüente em adultos sendo maior sua incidência na sexta década mais comum em brancos raros em negros e me asiáticos. Os sintomas mais comuns são diminuição da acuidade visual, escotomas, fotopsia, dor, moscas volantes, sendo em muitos casos assintomáticos , sendo um achado em um exame de rotina. O exame de fundo de olho realizado de rotina é na maioria das vezes fundamental para o diagnóstico sendo complementado pela ecografia e pela angiografia e tomografia computadorizada. Diagnóstico diferencial deve ser feito com o nevos de coróide, lesões do epitélio pigmentar, hemangioma de coróide, osteoma de coróide, carcinoma metastático, esclerite posterior entre outras. No tratamento pode ser utilizado placas radioativas, enucleação,  exenteração e quimioterapia.

O diagnóstico precoce é a nossa maior arma para um tratamento adequado, na maioria dos casos, tanto feito no exame do olhinho em recém-nascidos (exame obrigatório nos hospitais) como nas consultas de rotina que a população deve realizar anualmente com seu oftalmologista.
Artigo publicado na:
Revista Feedback