PAINEL DE ADMINISTRAÇÃO:      Esqueceu a senha?
Portal de busca e informações na área da saúde.
Os menus acima     podem ser acessados com um clique.
Busca em todo conteúdo do portal com resultados categorizados.
mais lidos todos os artigos

Sindrome do Pânico
A crise de pânico é o estado mais agudo de uma condição de ansiedade. É o máximo a que a ansiedade pode levar uma pessoa.
É um quadro clínico no qual ocorrem crises agudas de ansiedade sem que haja um estímulo disparador compatível com a ansiedade das crises.

O sistema de “Alerta” normal do organismo ( conjunto de mecanismos físicos e mentais que permite que uma pessoa reaja a uma ameaça) tende a ser desencadeado desnecessariamente na crise de pânico, sem haver perigo iminente ou real.
A crise de pânico vem rapidamente e com severa angústia. Os principais sintomas de uma crise de pânico sã

# Palpitações                                 # Sensação de desmaio
# Tonturas                                     # Falta de ar
# Terror                                        # Boca seca
# Vertigens                                    # Formigamento das mãos e pés
# Calafrios                                     # Palidez
# Contrações musculares               # Sensação de morte
# Sensação de perda de controle

As crises de pânico duram vários minutos, mas a sensação é tão ruim e angustiante que para quem está sentindo os sintomas parece que duram horas.

Quando ocorrem as primeiras crises de pânico, geralmente as pessoas correm para o pronto socorro em busca de ajuda, o atendimento lá realizado alivia momentaneamente o sofrimento, fazendo então com que elas procurem outros médicos em busca de algum diagnóstico clínico e acabam frustradas por não haver um mal físico. Somente após essa “via crucis” é que buscam ajuda de profissionais especializados.

Após a ocorrência da primeira crise, as próximas começam a se tornar mais freqüentes. É comum a pessoa começar a funcionar num círculo vicioso no qual o medo de ter a crise precipita a própria crise, sendo chamado de ansiedade antecipatória.

Não existe uma causa específica para a Síndrome do Pânico. O que existe são problemas que variam de pessoa para pessoa e que podem vir a desencadear a Síndrome do Pânico.

É comum as pessoas desenvolverem agorafobia, que é caracterizada pela fuga de situações que representam perigo, ou seja, que podem ocasionar uma crise de pânico, é o medo do medo. A pessoa acaba ficando incapaz de ficar sozinha em casa ou sair sozinha, necessitando que tenha por perto alguém que ela possa se sentir segura.

A Síndrome do Pânico ocorre duas vezes mais em mulheres do que em homens, sendo sua maior incidência entre os 18 e 35 anos. É comum também a presença da síndrome em pessoas que sofrem do Prolapso da Válvula Mitral ou que tem histórias familiares marcadas por distúrbios de ansiedade.

COMO TRATAR?

O tipo de tratamento para a Síndrome do Pânico que vem obtendo bons resultados atualmente é a associação de psicoterapia e medicamentos.

A psicoterapia auxilia a compreensão dos motivos do pânico e estimula as mudanças de atitudes necessárias para eliminá-lo.

Os medicamentos, garantem à pessoa o equilíbrio necessário para poder se beneficiar da psicoterapia. Num primeiro momento, evita as crises ou pelo menos reduz substancialmente a intensidade e a freqüência delas, trazendo alívio significativo. O uso dos medicamentos deve ser mantido no mínimo por seis meses.

Através das sessões psicoterapêuticas o paciente começa a aprender mais sobre seus sintomas, sobre si mesmo, e, sobretudo aprende a agir em conformidade com essas descobertas ou novas percepções. O processo psicoterapêutico em geral, leva alguns meses.

Na maioria das vezes o tratamento é interrompido nos primeiros sinais de melhora, causando recidiva em quatro a seis semanas.

É necessária a conscientização da família, para que possam ser aliados no tratamento desta patologia.