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Câncer de Cabeça e Pescoço
É uma das neoplasias (tumor) mais importantes do corpo humano. São vários fatores que podem determinar uma evolução variável, dependendo do tempo de diagnóstico e de tratamento.
 
A importância do diagnóstico precoce é fundamental e a conscientização de um tratamento multidisciplinar, muda favoravelmente o prognóstico.
 
Em cabeça e pescoço, 80% dos tumores são de origem epitelial da via aérea digestiva superior. O carcinoma epidermóide é o mais freqüente, em mais de 95% dos casos. Ele pode originar em qualquer sítio da via aérea superior, desenvolvendo-se desde a cavidade oral (lábios, língua, gengiva, mucosa jugal, área retromolar e palato duro), garganta (orofaringe: amígdalas, base da língua, palato mole, úvula; laringe; hipofaringe) até o esôfago superior.
 
Segundo as estimativas para 2006, pela American Cancer Society foram de 40.500 casos novos de tumores (neoplasias) malignos nos Estados Unidos. Nesse período a incidência do câncer de laringe e do câncer de faringe correspondeu a 9510 e 8950 casos, respectivamente. Os óbitos correspondentes nessa estatística foram estimados em 3740 para a laringe e 2110 para a faringe.
 
No Brasil, as estatísticas maiores estimadas em 2006 correspon-deram a 13.470 novos casos de câncer em cavidade oral.
A educação e o treinamento de mais profissionais da área da saúde (médicos, dentistas, fonoaudiólogos, enfermagem e psicólogos) são de suma importância tanto no diagnostico, tratamento e a reabilitação desses pacientes. Infelizmente, a grande maioria dos casos é diagnosticada em estádios avançados, principalmente tumores localizados na cavidade oral, na laringe e na faringe.
 
Os tumores avançados são classificados em estádios III ou IV na área da cabeça e pescoço e demandam um tratamento mais radical. Frequentemente implicam numa conduta cirúrgica complexa que envolve perdas de áreas anatômicas importantes em decorrência da invasão local do tumor. Como por exemplo, a perda da voz, na presença de um câncer avançado da laringe.
Existem certas características clínicas e epidemiológicas importantes que favorecem o desenvolvimento dessas  neoplasias.
 
O sexo masculino é o mais freqüente numa proporção de 5:1 a 6,8:1, porém o câncer de língua tem aumentado no sexo feminino e em mulheres mais jovens, provavelmente pelo aumento do tabagismo, entre elas.
 
A faixa etária preponderante incide acima de 45 anos, sendo a sexta e a sétima décadas mais freqüentes na incidência do câncer de cavidade oral, especialmente a língua.
 
O tabagismo é o principal fator de risco. E associado com o alcoolismo aumenta em 10 a 20 vezes o risco de desenvolvimento de câncer em cabeça e pescoço.
 
A higiene oral e o status nutricional deficiente aliado ao tabagismo (20 cigarros por dia) e ao alcoolismo (três a quatro doses de bebida destilada diárias) aumentam o potencial de desenvolvimento de câncer em cabeça e pescoço, principalmente localizados na cavidade oral e na faringe, principalmente em pacientes masculinos e de faixa etária mais precoce.
 
A língua é a mais freqüente localização topográfica das neoplasias malignas da boca. É um problema de saúde pública na Índia.
Na Europa, especialmente na França, a sua incidência é superior a 8,0 casos para 100.000 habs/ano, acarretando graves problemas de morbidade e mortalidade.

No Brasil, é prevalente no nordeste, principalmente nos estados de Pernambuco e da Bahia. A sua incidência tem aumentado muito nas regiões Sudeste e Sul. Os estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul tem demonstrado um aumento nas estatísticas.
 
Os extremos de idade também têm mostrado um aumento na incidência do tumor, provavelmente pelo aumento da expectativa de vida e porque houve um incremento no tabagismo, principalmente no Rio Grande do Sul.
 
Porto Alegre teve as maiores taxas de consumo do tabaco, comparada com as outras capitais, nas últimas estatísticas.
 
As co-morbidades mais importantes como fatores de riscos de câncer na cavidade oral sã a obesidade, diabetes mellitus, o papilomavírus (particularmente no pilar amigdaliano), além da exposição solar para o carcinoma de lábios, nos últimos dados.
Sabe-se por inúmeras pesquisas científicas, que uma educação de conscientização contra o uso do tabaco e do álcool é a uma das melhores formas para diminuir a incidência dessa patologia, assim como a alimentação rica em vegetais, verduras, betacarotenos, frutas, carnes magras e menos gorduras polissaturadas.
 
Pelo potencial de morbidade e mortalidade do carcinoma de cabeça e pescoço, é importante a orientação de campanhas educativas sobre a manifestação da doença, as possibilidades de tratamento cirúrgico ou clínico e o seu prognóstico, não só relacionado ao local e a extensão da doença, bem como a associação com outras morbidades, faixa etária e o gênero (sexo).
Artigo publicado na:
Revista Feedback