PAINEL DE ADMINISTRAÇÃO:      Esqueceu a senha?
Portal de busca e informações na área da saúde.
Os menus acima     podem ser acessados com um clique.
Busca em todo conteúdo do portal com resultados categorizados.
mais lidos todos os artigos

Doença degenerativa da coluna

A doença degenerativa da coluna vertebral é habitualmente conhecida como artrose da coluna e popularmente, como “bico de papagaio”.
 Trata-se de uma doença de etiologia não completamente esclarecida, de caráter progressivo, sendo a evolução geralmente lenta ou muito lenta podendo esta progressão ser diferenciada de paciente a paciente.
Alguns fatores podem modificar esta condição, desde os hábitos da pessoa, sua profissão, às doenças concomitantes ou episódios traumáticos sobrepostos (acidentes, quedas, entorses, esforços em posturas indevidas, e outros) que determinam mudanças no quadro clinico existente em certo momento agravando-o. É importante diferencia-los para melhor diagnóstico e, portanto, melhor conduta terapêutica.
A doença degenerativa da coluna vertebral atinge os corpos vertebrais, os discos intervertebrais e as articulações facetarias que articulam as vértebras umas às outras. Em sua evolução leva à formação de osteofitos (bicos de papagaio) com deformidade das vértebras, perda de altura dos discos intervertebrais, associada ou não a protusões ou hérnias discais. Nas articulações facetarias leva ao engros-samento e deformidade das mesmas, atingindo, da mesma forma, também as lâminas, (artrose).  Como conseqüência os ligamentos aí existentes sofrem uma hipertrofia (aumentam de volume), e com isso o conteúdo do canal vertebral, tanto a medula como as raízes nervosas sofrem por compressão e processo inflamatório asséptico e lesão vascular secundária, de forma variável conforme a carga ou sobrecarga que a coluna é submetida na rotina de cada um.
Os principais sintomas dizem respeito a dores, formigamentos, perda de força, dificuldade de marcha, ou de uso dos braços com perda de sen-sibilidade e eventuais paralisias. Os sintomas podem iniciar de maneira mais restrita, e progredir gradativamente, partindo de uma dor localizada no pescoço ou região lombar irradiada a um braço ou a uma perna, evoluindo para um quadro mais complexo e difuso, envolvendo os demais sintomas citados, ou até mesmo outros em determinados casos. Pode ocorrer agravamento súbito ou rápido, diferentemente em diferentes pessoas. Os quadros mais graves são os que atingem a coluna cervical, com compressão da medula cervical, na seqüência de dores no pescoço que se irradiam ao(s) membro superior (ES), quando os quatro membros perdem força progressivamente. Talvez não muito menos graves sejam os da coluna lombar, com as dores para os membros inferiores (ciática) , quando agravados pela presença de vários dos mecanismos citados ou até todos eles, quando o paciente já não pode caminhar por mais de poucas centenas de metros, sendo obrigado a parar devido às dores, dormências e perda de força, que o incapacitam por completo.
O diagnóstico minucioso é extre-mamente importante, pois o tratamento deve atingir o mecanismo pelo qual o quadro clinico existe, e quando estes mecanismos são múltiplos, eles necessitam serem identificados para que o tratamento possa ser adequadamente planejado. (Além do exame neurológico, a Ressonância  Magnética Nuclear e a mielografia funcional, são exames importantes para tal). É necessário ressaltar que a doença é degenerativa e evolutiva, de modo que os tratamentos clínicos, incluindo as denervações e infiltrações, e as cirurgias também, são úteis na medida em que tira os pacientes da crise de dor, mas o padrão anatômico e fisiopatológico da doença perma-necem, havendo necessidade de o paci-ente entender adequadamente a do-ença de que é portador, para que tome as medidas preventivas cabíveis a cada caso, para controlar melhor as recidivas.
O tratamento cirúrgico muitas vezes é necessário, e a técnica a ser empregada depende do diagnóstico, que pode ir desde uma hérnia de disco tão somente, até o estreitamento da raque de múltiplos mecanismos e em mais de um nível. Assim, o paciente pode necessitar de uma micro cirurgia para tratar uma hérnia discal  extrusa, ou uma ampla descompressão do canal medular e das raízes nervosas seguida de artrodese com enxerto ósseo e fixação com instrumentação metálica, para tratar uma artrose difusa com protusões e hérnias que levam ao estreitamento de canal vertebral, associadamente.
Artigo publicado na:
Revista Feedback