Em todo o mundo, estima-se que cerca de 278 milhões de pessoas tenham perda auditiva moderada a profunda (Organização Mundial de Saúde, 2006).
Além destas, muitas pessoas sofrem com perdas auditivas leves, as quais apesar de serem assim denominadas, podem trazer mais do que “leves” conseqüências. Ao contrário do que muitos pensam, perdas auditivas acometem tanto pessoas idosas como crianças e adultos jovens, podendo causar dificuldades no aprendizado da fala e também no desempenho escolar em geral. Entretanto é na população idosa que a constatação de perda auditiva vem crescendo, devido ao aumento da longevidade, a qual trás a necessidade das pessoas continuarem “conectadas” ao mundo moderno.
Ainda de acordo com a OMS, aparelhos auditivos bem selecionados e programados, podem melhorar a comunicação de 90% das pessoas com perda auditiva, proporcionando maior qualidade de vida.
Nos últimos anos, a tecnologia em aparelhos auditivos evoluiu bastante. Aparelhos digitais apresentam uma gama muito maior de regulagens, permitindo que o aparelho se encaixe cada vez mais nas necessidades de cada indivíduo. Assim, obtém-se um maior conforto ao ouvir com aparelhos digitais em comparação aos antigos analógicos, os quais possuem boa amplificação sonora, porém apresentam possibilidades de regulagem restritas.
Os aparelhos auditivos que existem hoje permitem que a pessoa entenda bem num ambiente ruidoso, característica praticamente impossível de ser alcançada com a tecnologia analógica. Isso acontece porque os mesmos são capazes de direcionar a captação do som e reduzir o barulho de fundo, fazendo com que o entendimento da fala seja adequado nestas situações.
A estética muitas vezes é um fator importante na escolha do aparelho auditivo.
Atualmente existem aparelhos que ficam totalmente dentro da orelha e, mesmo os que ficam atrás da orelha, estão tão discretos que mal podem ser visualizados.
Existem várias marcas de aparelhos auditivos no mercado brasileiro. Antes de adquirir um aparelho para seu uso, o indivíduo e seus familiares devem certificar-se da procedência e qualidade do mesmo.
Vale lembrar que o sucesso da adaptação de aparelho auditivo depende não só da sua tecnologia, mas também da capacitação profissional de quem a realiza.
O recomendado é que os indivíduos com suspeita de perda auditiva procurem um médico para diagnosticar a causa da perda, um fonoaudiólogo especialista na área ou um centro auditivo, para realização dos exames auditivos e adaptação do aparelho.
Se você conhece alguém que possui dificuldade para entender o que as pessoas falam, escuta TV ou rádio muito alto e/ou tem zumbido na orelha, aconselhe a procurar um médico e não deixe esta pessoa perder os melhores momentos da vida, que estão geralmente ligados a comunicação entre as pessoas.
Fga. Ms. Patrícia Pérez Coradini
Fonoaudióloga formada pela ULBRA
Especialista em Audiologia Clínica pelo CFFa
Mestre em Ciências Médicas pela UFRGS