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ANGIOPLASTIA COM STENT NA ARTERIA CEREBRAL MEDIA

 

 

                         ANGIOPLASTIA COM STENT NA ARTÉRIA CEREBRAL MÉDIA: RELATO DE CASO

                                                                               

Dra. Daniela Teixeira; Ac.Ana Maria Benvegnú; Ac.Giani Cioccari                                               

                       

Instituto de Radiologia Vascular, Hospital de Caridade Dr. Astogildo de Azevedo, Santa Maria, Rs, Brasil


 

   RESUMO

          A estenose das artérias intracranianas é responsável por relevante porcentagem dos acidentes vasculares cerebrais isquêmicos (AVCi). Diante deste importante fator de risco relatamos, neste trabalho, um caso de estenose da artéria cerebral média tratado através de angioplastia com stent com seguimento clínico de 3 anos.                      

PALAVRAS-CHAVE: ateromatose intracraniana, acidente vascular cerebral isquêmico, estenose da artéria cerebral média.

  INTRODUÇÃO

           Atualmente, os acidentes vasculares cerebrais isquêmicos têm ocorrido em números muito elevados. Um dos responsáveis por tais eventos, que chega até 10% dos casos, é a ateromatose das artérias intracranianas.

          Abordaremos neste trabalho a angioplastia com stent como opção de tratamento para a doença ateromatosa das artérias intracranianas.

          A angioplastia transluminal percutânea associada a stent apresenta-se, há alguns anos, como uma excelente opção de tratamento à cirurgia, nos casos de revascularização extra-craniana. Apear de sua utilização em artérias intracranianas correr com menor freqüência, é um procedimento viável para lesões estenosantes nesta área. Muitas vezes, no território intracraniano, a correção da placa ateromatosa pode não ser a ideal, porém apresenta resultado satisfatório ao reaver fluxo sanguíneo às áreas antes comprometidas. Assim como em outras técnicas, a angioplastia de artérias intracranianas não está isenta de eventuais complicações. Os vasos intracranianos são flutuantes no espaço subaracnóideo, sem suporte de tecido conectivo, muitos são tortuosos e de fino calibre, devido a essas características, a hemorragia subaracnóidea, o espasmo, a embolia distal, a dissecção e a trombose do stent são algumas das possíveis complicações do procedimento endovascular intracraniano.

 

 CASUÍSTICA E MÉTODO

 

         M.T.P., masculino, 56 anos, de cor branca, com antecedentes de DM insulino-dependente, hipertensão arterial, cardiopatia isquêmica e dislipidemia. Paciente chega à emergência com história de ataques isquêmicos transitórios (AITs) de repetição com hemiparesia em membro superior direito, dificuldade de linguagem e de escrita. Tomografia computadorizada de crânio descartou evento cerebral hemorrágico. Doppler de carótidas com discreto acometimento aterosclerótico. Doppler transcraniano revelou resistência vascular e velocidade de fluxo aumentada na cerebral média esquerda. A angiografia digital mostrou estenose severa da artéria cerebral média esquerda, segmento M1. O paciente foi submetido ao implante de stent expansivo por balão, coronário, 2,25 x 9mm, sobre fio guia 0.014”, através de cateterismo percutâneo femoral direito. Obteve-se completa expansão do stent com 6 atm de pressão.

      

RESULTADOS

           O controle angiográfico imediato mostrou sucesso na angioplastia com ótima correção da estenose. Não houveram complicações durante o procedimento. O paciente permaneceu 24 horas na UTI. Recebeu alta hospitalar no oitavo dia de internação sem seqüelas neurológicas e assintomático. O tempo de acompanhamento clínico pós procedimento é de 3 anos. O paciente se mantém assintomático, sem episódios isquêmicos relacionados à artéria tratada. Realizado controle angiográfico tardio que revela stent patente com fluxo arterial normal.

 

 CONCLUSÃO

           O tratamento endovascular da estenose da artéria cerebral média apresentou-se como uma técnica segura e eficaz no tratamento da doença ateromatosa intracraniana a médio prazo.

                       

Estenose de M1 esquerda
 
 
Posicionamento do Stent na lesão

 


 

 

 
Controle angiográfico pos colocação Stent na artéria  cerebral media esquerda